terça-feira, 20 de março de 2007

Quinta-Feira: Tesão e Dominação

Quinta-feira: Tesão e dominação.
Ela jamais imaginara o que aquela quinta-feira lhe reservara. Era um dia como outro qualquer, seus compromissos os mesmos de sempre e, no início da noite, iria para a casa de Mariana, sua amiga há tanto tempo que já perdera a conta dos anos que dividiram entre segredos e confidências. O combinado era sair para comer alguma coisa e depois irem para casa pois ambas tinham outros compromissos mas algo estava diferente naquela noite. Karen deixou Mariana na porta de casa e estava se preparando para arrancar com o carro quando a amiga disse: “Entra um pouco, ainda é cedo... vamos conversar”. Ela aceitou o convite mas sabia que Mariana estava cansada e precisava dormir um pouco. Quando disse isso a resposta foi: “Sei que preciso dormir um pouco, mas fica aqui comigo...”
Karen considerou que a amiga estaria meio carente e precisando de companhia, afinal, morar só nem sempre é agradável quando queremos conversar e ‘colocar os bichos para fora’. Entrou e deitou-se com Mariana na cama, pronta para dar-lhe colo se fosse o caso. Ela pegou sua mão e adormeceu segurando-a apertada... Seu rosto transparecia uma fragilidade que soou como surpresa para Karen. Como não havia percebido esse lado de Mariana? Eram amigas há tanto tempo e ela sempre procurava demonstrar uma frieza e racionalidade que chegava a incomodá-la. Mas, naquela noite, era uma criança quem estava a segurar sua mão como se disso dependesse toda a segurança que ela necessitava para entregar-se aos braços de Morpheu. Karen sentiu-se envolvida por aquele semblante incrivelmente belo e juvenil, que ressonava tal e qual uma criança que acabara de ouvir o mais belo contos de fadas e adormecera sonhando com o príncipe encantado.
Talvez tenha sido essa sensação que a tenha impelido a querer abraçá-la e aquecê-la com o calor do seu corpo. Quando Mariana virou-se e aconchegou-se ao corpo de Karen, foi como se um vulcão entrasse em erupção dentro dela. A vontade era tocá-la e percorrer cada centímetro do corpo que agora estava colado ao seu. Sentir a pele macia, branquinha e cheirando a talco... Ah, que cheiro bom! Aquela fragrância inundava-lhe os sentidos... Ela pensou: “estou maluca... estou desejando minha melhor amiga! E se eu não me controlar e ela me rejeitar? Pior... e se não quiser mais sequer falar comigo?” Nesse momento em que as dúvidas, medos e assombros se apossavam da sua alma, Mariana entrelaçou suas pernas às dela e aconchegou-se aos seus seios como se quisesse fundir seu corpo ao dela... Sussurrou: “Você é tão quente, tão gostosa, teu colo é perfeito e você será uma mãezona com esse colo delicioso... estou com frio!”
Seus rostos por muitas vezes se tocaram, os lábios tão próximos... “Será que ela está me pedindo para beijá-la?”... O pensamento lhe doía de tão forte... A dúvida, apesar dos sinais tão intensos... “Ah, dane-se!!! Eu estou louca...” A calcinha encharcada de tesão, o desejo alucinando-a e aquele corpo, tantas vezes visto ‘in natura’ deixando-a maluca a ponto de sentir dores no clitóris, intumescido e inchado, querendo ser tocado, devorado, mordido, sugado... ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... Suas mãos tocam os seios de Mariana, pois a mesma virou-se e se encaixou nela feito uma conchinha, puxando sua mão por baixo das axilas... Impossível não perceber os biquinhos intumescidos e aqueles seios pequenos que lhe cabiam nas mãos... O toque arrepia, apesar de involuntário. Pensa em ir embora, mas cadê a vontade?
Abraça-a e beija-lhe os cabelos, a nuca... Vira-a para si novamente e oscula-lhe a testa diversas vezes, a ponta do nariz... Sutilmente toca-lhe os lábios e percebe que não há resistência e Mariana, ao contrário de suas expectativas, achega-se mais ainda, abraçando-a ternamente. Quando sentiu a perna entre as suas, insinuando-se em seu sexo, quase que massageando-o por sobre a calcinha, viu que suas dúvidas eram infundadas e o desejo que se apossava dela era compartilhado e retribuído... Então, docemente, aproximou-se novamente daqueles lábios macios e a beijou terna, carinhosamente, como se quisesse sorver cada sensação daquele momento com medo de que nunca mais acontecesse. Ato contínuo, suas mãos começaram a percorrer o corpo de Mariana, ainda por cima da camiseta de dormir, passando depois para baixo, sentindo a pele, a barriguinha macia, aqueles seios durinhos, macios, biquinhos intumescidos e prontos para serem sugados por sua boca ávida e gulosa.
Deitou-a de barriguinha para cima e tirou-lhe a camiseta, expondo aquelas duas pêras macias e suculentas. Beijou-os e sugou-os com tesão e desejo... Como criança faminta do leite da mãe, chegando a morder-lhe e machucar os bicos duros e gostosos... Mariana gemia e demonstrava prazer em ser castigada pela boca faminta de Karen e esta revezava os bicos, ora mordendo, ora sugando com força, ora beijando e passando a língua. Sabia que a amiga estava sentindo prazer naquela dor consentida.
Conhecia as fraquezas de Mariana e agora se sentia tentada a fazê-la sentir dor para alcançar o prazer que a levaria ao gozo. Sim, ela queria ouvir os gemidos do orgasmo que buscava na amiga tão querida. Passou a explorar cada centímetro daquela pele aveludada com frescor de bebê recém saído do banho até chegar à calcinha. Mariana pediu que ela parasse, ainda não estava preparada para ser tocada ali. Mas Karen pôde sentir que sua calcinha encobria uma vulva molhada e quente. A vontade foi ignorar o pedido e enfiar a mão por dentro da calcinha, invadir a intimidade daquela amiga cheia de tesão e penetrar-lhe com os dedos para ouvir gemidos de prazer mas controlou os impulsos e achou que na hora certa poderia fazê-lo sem qualquer medo.
Ato contínuo, Karen abocanhou aqueles seios macios e arrepiados com força e muito desejo, arrancando dela gemidos de dor e prazer, como ela gosta. E como ela gosta de ser maltratada, humilhada e machucada... Adora sentir seus seios pegando fogo e vermelhos pelas mordidas e beliscões... Uma amante perfeita para Karen, que acabara de perceber que fazê-la sentir dor lhe causava prazer. É, Karen precisava confessar a si mesma de que gostava imensamente daquilo.
Mariana convidou-a para passar a noite mas não era possível, não naquele dia... Acabaram combinando para outra noite, esperando que a magia permanecesse. Karen acabara de descobrir que sentia tesão por sua melhor amiga e queria possuí-la sem qualquer medo ou bloqueio. Mariana? Bem... Ela não tinha muita escolha, nascera para servir à vontade alheia e tinha consciência de sua condição. Mas essa noite repleta de magia é assunto para outra ocasião.
Akasha De Lioncourt - 03/03/2007

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