quinta-feira, 22 de março de 2007

Escrava do Amor (Para Mariana)



Escrava do Amor

(Para Mariana)


Livre dos preconceitos, presa pelas algemas,
Sob o jugo do chicote, com um toque de aspereza,
Ela escala seus desejos procurando seus limites,
Descobrindo que na dor seu prazer é despertado.
Cada marca pelo corpo é a prova concebida,
De que a dor é quem liberta, E a traz de volta à vida.
Escrava que é, sempre retorna às masmorras,
Soturnas, lúgubres e pardacentas...
Correntes que lhe cerceiam a vontade,
Dores que aguçam-lhe os desejos...
Lembra-se das chibatadas, sente-me molhada.
Contorcendo-se, desesperada, às lágrimas,
Pois sente desejo atrelado às chibatadas,
Seu tesão vem dessa dor,
Que quase chega à demência,
Quando, exaurida e molestada,
Ela então pede clemência.
E seu amo, seu senhor,
Com toda a benevolência,
Permite-lhe chegar ao gozo,
Que lhe aquieta a consciência.
Então, num último esforço,
Toma-lhe nos braços e a mima,
Dá-lhe seu calor e muita baunilha,
Pois sabe que brevemente,
A terá novamente, na bastilha!

Akasha De Lioncourt - 01/03/2007

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