quinta-feira, 24 de maio de 2007

Entrega Total


Entrega Total



(Para Louise)





Doce menina entregue à submissão,

Busca quem lhe tome as rédeas e a razão.

Escrava, aceita todas as condições,

Ainda que não compreenda de todo,

Em seu dono confia cegamente,

Coloca sua vida aos pés de seu amo.

Só ele sabe o que é melhor para ambos,

Ordens acatadas sem discussão,

Orgulhosa de sua condição,

Presta-lhe sempre sua devoção,

Nasceu para servir, servir, servir sempre,

Seu prazer é dar prazer, amor e dor.

Amor e devoção, confiança e servidão.

Fidelidade infinda, amor à coleira,

Aprendeu o valor da submissão,

Bebeu da fonte da dor e da decepção,

Trilhou caminhos pedregosos,

Feriu-se, curou-se e floresceu...

Da menina insegura que era,

Nasceu uma escrava segura e desperta.

Seu maior dom: a devoção.

Uma pérola de brilho raro,

Bela como uma manhã de sol,

Jeito de menina, desejo de mulher,

Tesão sem fim, vulcão latente,

Depois de mim, seu gozo é iminente.

Vem, minha pequena, sirva-me contente,

Entregue-se inteira, corpo, alma e mente.

Eu sei que consegue, é minha submissa,

A entrega é total, plena, e te faz viva.



Akasha De Lioncourt – 28/04/2007

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Carnaval a Dois - Akasha De Lioncourt



Carnaval a Dois...


Vou narrar uma história não muito convencional, mas, aconteceu comigo e com meu noivo. Antes de qualquer coisa, preciso dizer que nós somos um casal que se ajusta perfeitamente em todos os sentidos, e, apesar de algumas briguinhas por ciúme, de ambos, não há nada melhor do que quando estamos juntos, é como se fosse possível termos o sol e a lua no céu... o mais perfeito e maravilhoso eclipse.

Meu noivo mora em um ponto do estado e eu em outro, são quatrocentos quilômetros de distância, mas decidimos que, nesse carnaval, não iríamos querer muito agito, pois precisávamos ter um tempo só para nós dois, então resolvemos que o melhor seria irmos para um recanto sossegado, e, apesar de não conhecermos o lugar, decidimos por uma cidade mineira conhecida por ser ponto turístico e possuir água com propriedades salutares: São Lourenço. Saímos daqui, da minha cidade, aonde ele veio me encontrar para prosseguirmos a viagem. Apesar da distância, quase não sentia a lentidão das horas se arrastando, pois meu amor estava vindo ao meu encontro, e só faltava o meu corpo unir-se ao dele, pois, a alma já se adiantara há muito e estava ao seu lado.

Cheguei à rodoviária por volta das oito da manhã para espera-lo, sonolenta, pois havia dormido pouco, afinal,eu estava ansiosa, e mal abriu-se a porta do ônibus, eu o vi, já pronto para descer. Em uma das mãos, uma caixa de bombons trufados, nossos prediletos, e o restante das bolsas de viagem no bagageiro do ônibus. Meu bebezinho estava ansioso para descer, e senti seu sorriso iluminar-me a alma, como era bom estar perto dele novamente!!! Deu-me um beijo suave, e um abraço quente que me arrepiou o corpo todo, e caminhamos para pegar a bagagem e seguirmos para o carro. No estacionamento, colocou tudo no porta-malas e finalmente abriu a porta para que eu entrasse.

Ele então deu a volta e abriu a sua porta, entrou, e quando olhou-me novamente, vi o fogo que havia em seus olhos: puxou-me para si e me beijou com volúpia, quase me devorando naquele beijo tão gostoso! Ah, que delícia! Aqueles dias realmente prometiam ser maravilhosos, tamanha a saudade que nos separava. Perguntei a ele se queria tomar um banho e comer alguma coisa, e, diante da sua necessidade de refrescar-se, seguimos para meu apartamento, passando antes por uma padaria para que pudéssemos comprar pãezinhos frescos e algo para o nosso café da manhã. Chegamos ao meu condomínio, aonde eu estava morando há pouco tempo e ouvi-o dizer: "Eu imaginava totalmente diferente isso aqui". Subimos até o meu andar, mas, como isso é praxe quando nos deparamos com o desconhecido, ele então me levou pelo apartamento, que, ao contrário do que eu sempre lhe dizia, estava muito arrumado e bem bonitinho!

Não sei o porquê de tanta precaução com relação a isso. Chegamos ao meu quarto e, quando a porta abriu-se, mal consegui colocar a mala que tinha nas mãos no chão, pois o meu bebezinho adorado me apertou contra a parede, roçando seu corpo todo no meu, e novamente devorou-me num beijo maravilhoso, como se ali pudesse esgotar toda a saudade que os meses de separação nos haviam infligido com tamanho sofrimento. Senti a sua língua invadir minha boca, explorando cada milímetro dela, se enroscando com a minha, e me fazendo delirar de desejo... ah, delícia! Senti que aquele beijo me levava ao êxtase e que se não me contivesse iria explodir com aquela boca deliciosa que me deixa completamente maluca.

Senti que minha calcinha estava ficando toda molhadinha, e, se eu não ficasse calma, não iria conseguir conter toda a vontade de matar a minha saudade daquele beijo e de fazer amor com meu amor, o homem que consegue me levar ao frenesi completo com apenas um beijo. Fui me desvencilhando daquele ultimatum, e falei: amorzinho, vamos tomar um banho, quero estar toda cheirosa para você, com o corpo bem fresquinho, e então você poderá me devorar por inteiro. Ele sorriu e me deixou descansar as malas dele no quarto. Fui até as minhas malas, que também já estavam fechadas e prontas e, abrindo-as cuidadosamente, para não desfazê-las muito, tirei o que necessitava para a minha higiene, pois os cremes e demais apetrechos estavam na frasqueira, bem como todos os perfumes que ele adora.

Separei uma camiseta e um shortinho, lingerie nova, e fui para o banheiro, disposta a tomar um banho bem gostoso e ficar bem perfumada junto com o meu amor. Despi a minha roupa e comecei a abrir o chuveiro, pensando em porque ele demorava tanto para vir ao meu encontro. Delícia!! A água jorrou abundante, morna, aconchegante, e me aninhei sob o jato convidativo que me massageava o corpo. Acariciei meu corpo todo com um sabonete muito especial, lavei novamente meus cabelos e, após cerca de 15 minutos de um banho delicioso, vendo que meu amor não vinha mesmo ao meu encontro (será que desistira do banho?), acabei fechando o chuveiro e enxugando o corpo vigorosamente, vesti apenas a calcinha e o soutien, pois pretendia terminar de vestir-me no quarto.

Enrolei-me na toalha e saí do banheiro, caminhando para o quarto onde minhas roupas estavam estendidas e prontas para serem vestidas. Quando chego ao quarto, para minha agradável surpresa, encontro aquele delicioso homem, que usara do pretexto do banho para me distrair, deitado na cama, vestindo apenas uma sunga preta que não esconde nada sob o tecido, sorrindo convidativamente e esperando que eu aceite o convite. Então ele me diz: "Vem, amorzinho, eu quero você no café da manhã!" Sem titubear, começo a escalar o pequeno caminho da cama até encontrar sua boca, que, sedenta, começa a me beijar sem trégua, sugando meus lábios como se realmente fosse devorar-me. Suas mãos começam a explorar minha pele macia, cheirosa, e o meu perfume começa a surtir efeito nos seus sentidos, pois, inexplicavelmente, ele me deita na cama e começa a me lamber toda, desde o rosto até a minha barriga...Tira meu soutien e começa a me sugar os mamilos intumescidos, chupando, mordiscando, lambendo. Começo a delirar de tesão, sua boca me faz enlouquecer de tanto desejo.

Grito, tamanho o êxtase que experimento, quando começa a mamar gostoso em mim, e suas mãos percorrendo o meu corpo chegam ao meu clitóris, começando a massageá-lo bem gostoso. Ah!!! Meu corpo todo estremece como se um terremoto o sacudisse. Você vai descendo pela minha barriguinha, lambe meu umbigo, e continua nessa brincadeira, até atingir meu sexo umedecido. Começa a sugá-lo e mordiscá-lo suavemente, enquanto seus dedos começam a penetrar meu ninho quente e molhado, que há muito espera para abrigar você todinho dentro dele. Sua língua acariciando, massageando meu clitóris me leva à loucura, e não resistindo mais, gozo nos seus dedinhos que estão dentro de mim... chorando de tesão, peço que você acaricie meu botãozinho, pois quero que você me tenha por completo, todinha para você. Então, incontinenti, começo a sentir seus carinhos e percebo que está insinuando um dedinho para dentro de mim... Hum!!! Vou ao êxtase total, e então você começa a sugar meu melzinho quente e gostoso, que jorra abundantemente. Perco o controle dos meus atos e então começo a beijar você todo, empurrando-o para a cama.

Passo a beijar e sugar sua boquinha deliciosa, e começo a percorrer todo o seu corpo com a minha língua. Sugo teus mamilos, e ouço seus gemidos de excitação... Aumento a voracidade e então percebo que você está completamente possuído pelo mesmo desejo que eu... Passo a descer mais, e, afastando sua cueca, abocanho vorazmente seu membro latejante, que pulsa dentro da minha boca. Começo a te chupar com volúpia, e acaricio seu sexo com as mãos, até sentir o teu corpo convulso de tanto tesão. Engulo-te todinho e te chupo sem parar, até que, quando percebo que está a ponto de gozar, tiro a boca e passo a te lamber de leve, subindo e descendo, da glande até os testículos, colocando-as dentro da boca bem gostoso. Você chega a uivar de tesão, e me manda te engolir todo de novo, mas, não quero que você goze na minha boca, quero-o todo dentro de mim, então começo a penetrar seu membro durinho na minha grutinha quente, cavalgando gostoso no meu garanhão que está em brasas. Você enlouquece, e começo a rebolar no seu corpo, entrando e saindo, cavalgando, até que gozamos juntos, num frenesi total.

Deito-me sobre você para recuperar meu fôlego, sem tirá-lo de dentro de mim, e percebo que você continua com uma ereção enorme, então te peço para me possuir por trás, no que sou atendida prontamente. Você me coloca de quatro, e, lubrificando-se na minha grutinha encharcada do nosso gozo, começa a me penetrar no botãozinho, bem gostoso, me fazendo gritar de tanto tesão. A pele lisinha, sem pelos, facilita a penetração e você me invade toda, e começa um vai-e-vem frenético que me leva às nuvens, enquanto acaricia meu clitóris com o dedo. Não consigo mais conter e gozo novamente, junto com você, que, não satisfeito, tira o membro de dentro do meu botãozinho e me penetra mais uma vez, com ferocidade, me invadindo e me rasgando toda, até que cheguemos novamente ao gozo e, por fim, extasiados e completamente exauridos, deitamo-nos abraçadinhos e adormecemos, como se fôssemos apenas um corpo, pois a mente com certeza já é uma só.

E, depois desse frenesi todo, acho que nem preciso dizer que a nossa viagem só iria continuar bem depois, no final da tarde, após nos recuperarmos da manhã alucinante de amor que vivemos. Mas, a continuação dessa viagem é uma outra história....


Akasha De Lioncourt


(20/12/2002 - reeditado em 04/05/2006)

quarta-feira, 28 de março de 2007

Parabéns, Snow White - Akasha De Lioncourt




Snow White



Eu queria escrever um poema para você,

Que falasse do quanto estou feliz por tê-la comigo,

Mas, por mais que eu procure as palavras,

Elas me fogem, escorrem como água pelos dedos.

Talvez seja por um motivo simples:

Não há palavras para definir minha Snow White!

Dizer que você é doce e gentil é redundância,

Que é bela e suave, um adjetivo falta.

É, minha Branca de Neve dos cabelos dourados,

Aqui não existe uma bruxa malvada que te baste,

A maçã há muito já foi devorada,

E qualquer maldade que te façam será em vão...

Tens minha proteção, meu zelo, meu carinho e meu tesão

Meu amor e meu chicote, pro prazer e para a dor...

Enfim, minha Snow linda e gostosa...

Tens em mim uma dona austera e poderosa,

Mas que conhece o momento certo,

De exercitar o poder e a força...

Agora, neste exato momento,

Quero dar-te apenas muito carinho,

Aninhar-te no meu colinho,

E parabenizar-te por mais um aninho.

Feliz Aniversário, minha linda cadelinha!!!



Tua Mistress Akasha De Lioncourt - 29/03/2007

quinta-feira, 22 de março de 2007

Na Ponta da Língua


Na Ponta da Língua
Eu quero estudar
A gramática do teu corpo
Retilíneas
Curvilíneas
Depressões
Metáforas eloquentes
Misturar geografia com ortografia...
E decorar cada detalhe seu
Na ponta da minha língua

Akasha De Lioncourt - 25/10/2006

Escandalosamente Sua

Escandalosamente Sua
Assim quero ser...
Sem pudores,
Sem receios,S
em falso moralismo...
Cortesã despudorada...
Nua... descortinada...
Véus que caem,
Lingeries que se espalham,
Minha pele perfumada...
O perfume do meu tesão,
Misturam-se, incendeiam,
Explodem minha paixão...
Te espero... umida...
Lubrificada do desejo por você
Meu corpo querendo o seu...
Minha boca querendo a sua...
Meu sexo pronto pra ser seu,
Pulsando... forte... apertando-o,
Massageando sua posse,
Levando-o ao delírio
Geme junto comigo...
Possessor e possuída...
Penetração perfeita...
E me faz sua mulher...
Escandalosamente Sua!
(Akasha De Lioncourt - 01/11/2006)

Paixão... e muito tesão!



Paixão... e muito tesão!


Como se eu fosse uma jóia rara,

Me toca com a leveza de uma pluma...

Percorre cada centímetro de pele macia,

E me faz navegar por entre as brumas

Seu hálito quente me desperta,

Seu frescor me causa arrepios,

Esse perfume que emana da alma,

E me marca como um ferro em brasa.

Seus lábios nos meus seios me embriagam,

Sua língua percorrendo a minha aréola,

Me prende com teu corpo na parede...

E me roça o corpo todo em um só movimento,

Ah, que encaixe perfeito!!

Que delícia me entregar,

E permitir que você me possua por inteiro...

Sua, nua, repleta de tesão,

Muita paixão, corpo em brasa... me abraça então.

Ondula dentro de mim, me penetra inteira... assim!

Deixa eu sentir sua posse, e gozar sem medo ou recalque.

Sua, sempre... com prazer e desejo.

Fome, sede, te devoro inteiro!

Me ama, me abraça e me toma pra si,

Vem escalar o pico do meu prazer dentro de ti.

Vem...Vem...Vemmmmmmmmmmmmmmmm!!!

Gozar junto comigo, enfim...



(Akasha De Lioncourt - 14/12/2006)

Happy Hour de Prazer

Happy Hour de Prazer
Helena chega em casa mais cedo naquela sexta-feira de calor escaldante e o que mais deseja é uma bela chuveirada para recuperar as forças e revigorar as energias. Impossível suportar o calor que fazia e nem mesmo o ar condicionado conseguia abrandar por completo, fazendo seu corpo ansiar por aquele jato de água que a esperava ansiosamente. Entra no quarto e... Surpresa! Encontra Miguel, seu delicioso marido, adormecido deliciosamente nu na cama do casal. A toalha displicentemente jogava na cama, de lado, não escondia nada daquele corpo perfeito, bronzeado, que não trazia marca da sunga...
Seus olhos passearam de cima abaixo e faiscaram diante daquela visão inebriante. Mas ela precisava de um banho... Ah! Correu para o chuveiro antes que mudasse de idéia. Entrou na água e sentiu o choque térmico provocar-lhe arrepios na nuca... seu corpo estava tão quente que poderia queimar quem a tocasse naquele momento. Pensou se era apenas o calor que a atormentava ou o desejo de devorar lentamente o marido que dormia inocentemente sobre a cama... concluiu que eram ambos os motivos. Deixou que a espuma macia do sabonete líquido acariciasse seu corpo por inteiro e depois, como toque final, hidratou-se demoradamente antes de enrolar-se na toalha e seguir para o quarto.
Olhou novamente para Miguel, que aparentemente desistira do happy hour costumeiro das sextas feiras com amigos e fora para casa, talvez pelo mesmo motivo que ela própria havia decidido sair mais cedo e ir pra casa. Sentiu o cheiro agradável do perfume que havia se espalhado pelo quarto e sentou-se na espreguiçadeira ao lado da cama, para ficar observando confortavelmente o ressonar tranqüilo que ele experimentava. Inconscientemente, viu-se acariciando a própria barriga. Seus dedos deslizavam e então abriu a toalha e se permitiu ficar nua como o maridão estava. Ajeitou-se melhor, e passou a tocar seu corpo com mais intimidade, imaginando que era Miguel quem a acariciava com mãos e língua... Ah, aquela língua gostosa que a fazia enlouquecer todas as noites.
Colocou o indicador na boca e molhou-o em sua saliva, passando a acariciar os mamilos logo depois. Era a língua de Miguel a lhe percorrer a aréola do seio com delicadeza e sensualidade... A outra mão acariciava o outro seio e começava já a descer pelo abdome macio, em direção ao seu sexo umedecido pelo desejo de fazer amor. Não conseguiu conter o gemido quando seus dedos lhe tocaram o sexo que àquela altura estava molhado e intumescido, tanto quanto os seios que experimentavam as carícias da outra mão de Helena. Os olhos fechados lhe permitiam imaginar que era Miguel, seu príncipe adormecido, quem lhe proporcionava tamanho prazer e desejo.
De repente, percebe que não está mais só na árdua e deliciosa tarefa de explorar seu corpo faminto... Sente uma língua quente tocar-lhe o clitóris e massageá-lo com tesão e volúpia... Abre os olhos e vê Miguel, já desperto e cheio de desejo, apossando-se daquele vulcão prestes a entrar em erupção que era o corpo de Helena.
As mãos dele já lhe percorriam o corpo todo, chegando aos seios, enquanto a boca sugava todo o néctar doce e generoso que a esposa lhe entregava sem qualquer resistência. Os gemidos altos faziam com que ele a sugasse mais e mais, sem, contudo, permitir que a esposa atingisse o orgasmo, esse seria um momento para partilharem juntos. Sua língua começa a subir pelo abdome de Helena, até alcançar os seios, que ele suga com volúpia e tesão extremados, enquanto o dedo massageava a vulva e a mantinha molhada e pronta para ser possuída. Beija a boca molhada e entreaberta, sugando a língua, mordiscando os lábios, devorando como uma fera devassa enlouquecida pela presa.
Helena arranha suas costas e o puxa para si, num frenesi descontrolado, explorando o corpo que suas mãos conhecem tão bem e sabem exatamente como excitar para proporcionar o maior prazer possível. O contato dos corpos causa uma explosão alquímica que magia alguma poderia jamais explicar... E o desejo de fundirem-se em um só corpo é unânime entre os amantes insandecidos: não são poucas as tentativas para alcançar esse intento... A comunhão de corpo e mente, sexo e tesão, desejo e luxúria faz deles um só corpo, uma só alma, buscando o objetivo comum que é o clímax da relação. E, como vasos comunicantes, sentem o momento em que o orgasmo se torna inevitável...
Miguel olha para a esposa cheio de desejo e inicia a jornada maravilhosa de penetrá-la com seu membro rijo, pulsando fortemente, bem devagar. Ele quer sentir cada milímetro do seu falo adentrando aquela vulva apertada que lhe comprimia e massageava deliciosamente à medida que ia sendo preenchida com maestria. Ele a penetra por inteiro e começa a ondular dentro dela, devagar a principio e depois acelerando para proporcionar-lhe mais prazer a cada estocada firme e consciente. Helena geme alto e profere palavras desconexas, implorando que ele não pare e que ambos gozem juntos, o que acontece logo depois, numa explosão alucinante de gemidos, gritos e estremecimentos involuntários que sacodem os corpos de ambos sobre a espreguiçadeira.
Sem sair de dentro dela, Miguel a toma no colo e a leva para a cama, aonde, abraçados, permite-se a entrega total aos braços de Morfeu, num sono reparador e preparatório para a noite que perpetuaria aquele happy hour de prazer. Mas essa é uma outra história.
(17/12/2006 – 10:00 h)

Toda Nudez Será...


Toda nudez será...


Permitida,
Exigida,
Almejada...
Desejada!!!
Quero tocar seu corpo inteiro, cada milímetro, com as mãos,
Depois quero te percorrer com a língua,
Daquele jeitinho que você adora...
Permitir que você me redescubra
Como sempre o faz cada vez que me ama,
Vou tirar sua roupa íntima com os dentes
Enquanto te acaricio com língua e dedos...
Impregnar seu corpo com meu cheiro que só você conhece,
Sentir o teu cheiro misturando-se ao meu...
Quero beijar essa boca macia e rosada,
Olhar pra esses olhos profundos e sinceros,
Que nunca conseguiram me dizer uma inverdade,
E me entregar de corpo e alma, inteira... pra você...
Como sempre fazemos quando estamos nós dois,
Quero sentí-lo me tomando por inteiro, toda sua,
Seu corpo dentro do meu, possuindo o que sempre foi seu,
Meu gozo explodindo dentro do seu
Provocando uma avalanche de sensações...
Percorrendo a fronteira da insanidade,
Retornando à razão sem vaidade...
Tesão,
Desejo,
Paixão...
Ah, tua nudez,
Toda nudez será devassada
E nosso amor para sempre
Uma epopéia jamais explorada...

Akasha De Lioncourt - 19/01/2007

Escrava do Amor (Para Mariana)



Escrava do Amor

(Para Mariana)


Livre dos preconceitos, presa pelas algemas,
Sob o jugo do chicote, com um toque de aspereza,
Ela escala seus desejos procurando seus limites,
Descobrindo que na dor seu prazer é despertado.
Cada marca pelo corpo é a prova concebida,
De que a dor é quem liberta, E a traz de volta à vida.
Escrava que é, sempre retorna às masmorras,
Soturnas, lúgubres e pardacentas...
Correntes que lhe cerceiam a vontade,
Dores que aguçam-lhe os desejos...
Lembra-se das chibatadas, sente-me molhada.
Contorcendo-se, desesperada, às lágrimas,
Pois sente desejo atrelado às chibatadas,
Seu tesão vem dessa dor,
Que quase chega à demência,
Quando, exaurida e molestada,
Ela então pede clemência.
E seu amo, seu senhor,
Com toda a benevolência,
Permite-lhe chegar ao gozo,
Que lhe aquieta a consciência.
Então, num último esforço,
Toma-lhe nos braços e a mima,
Dá-lhe seu calor e muita baunilha,
Pois sabe que brevemente,
A terá novamente, na bastilha!

Akasha De Lioncourt - 01/03/2007

terça-feira, 20 de março de 2007

Quinta-Feira: Tesão e Dominação

Quinta-feira: Tesão e dominação.
Ela jamais imaginara o que aquela quinta-feira lhe reservara. Era um dia como outro qualquer, seus compromissos os mesmos de sempre e, no início da noite, iria para a casa de Mariana, sua amiga há tanto tempo que já perdera a conta dos anos que dividiram entre segredos e confidências. O combinado era sair para comer alguma coisa e depois irem para casa pois ambas tinham outros compromissos mas algo estava diferente naquela noite. Karen deixou Mariana na porta de casa e estava se preparando para arrancar com o carro quando a amiga disse: “Entra um pouco, ainda é cedo... vamos conversar”. Ela aceitou o convite mas sabia que Mariana estava cansada e precisava dormir um pouco. Quando disse isso a resposta foi: “Sei que preciso dormir um pouco, mas fica aqui comigo...”
Karen considerou que a amiga estaria meio carente e precisando de companhia, afinal, morar só nem sempre é agradável quando queremos conversar e ‘colocar os bichos para fora’. Entrou e deitou-se com Mariana na cama, pronta para dar-lhe colo se fosse o caso. Ela pegou sua mão e adormeceu segurando-a apertada... Seu rosto transparecia uma fragilidade que soou como surpresa para Karen. Como não havia percebido esse lado de Mariana? Eram amigas há tanto tempo e ela sempre procurava demonstrar uma frieza e racionalidade que chegava a incomodá-la. Mas, naquela noite, era uma criança quem estava a segurar sua mão como se disso dependesse toda a segurança que ela necessitava para entregar-se aos braços de Morpheu. Karen sentiu-se envolvida por aquele semblante incrivelmente belo e juvenil, que ressonava tal e qual uma criança que acabara de ouvir o mais belo contos de fadas e adormecera sonhando com o príncipe encantado.
Talvez tenha sido essa sensação que a tenha impelido a querer abraçá-la e aquecê-la com o calor do seu corpo. Quando Mariana virou-se e aconchegou-se ao corpo de Karen, foi como se um vulcão entrasse em erupção dentro dela. A vontade era tocá-la e percorrer cada centímetro do corpo que agora estava colado ao seu. Sentir a pele macia, branquinha e cheirando a talco... Ah, que cheiro bom! Aquela fragrância inundava-lhe os sentidos... Ela pensou: “estou maluca... estou desejando minha melhor amiga! E se eu não me controlar e ela me rejeitar? Pior... e se não quiser mais sequer falar comigo?” Nesse momento em que as dúvidas, medos e assombros se apossavam da sua alma, Mariana entrelaçou suas pernas às dela e aconchegou-se aos seus seios como se quisesse fundir seu corpo ao dela... Sussurrou: “Você é tão quente, tão gostosa, teu colo é perfeito e você será uma mãezona com esse colo delicioso... estou com frio!”
Seus rostos por muitas vezes se tocaram, os lábios tão próximos... “Será que ela está me pedindo para beijá-la?”... O pensamento lhe doía de tão forte... A dúvida, apesar dos sinais tão intensos... “Ah, dane-se!!! Eu estou louca...” A calcinha encharcada de tesão, o desejo alucinando-a e aquele corpo, tantas vezes visto ‘in natura’ deixando-a maluca a ponto de sentir dores no clitóris, intumescido e inchado, querendo ser tocado, devorado, mordido, sugado... ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh... Suas mãos tocam os seios de Mariana, pois a mesma virou-se e se encaixou nela feito uma conchinha, puxando sua mão por baixo das axilas... Impossível não perceber os biquinhos intumescidos e aqueles seios pequenos que lhe cabiam nas mãos... O toque arrepia, apesar de involuntário. Pensa em ir embora, mas cadê a vontade?
Abraça-a e beija-lhe os cabelos, a nuca... Vira-a para si novamente e oscula-lhe a testa diversas vezes, a ponta do nariz... Sutilmente toca-lhe os lábios e percebe que não há resistência e Mariana, ao contrário de suas expectativas, achega-se mais ainda, abraçando-a ternamente. Quando sentiu a perna entre as suas, insinuando-se em seu sexo, quase que massageando-o por sobre a calcinha, viu que suas dúvidas eram infundadas e o desejo que se apossava dela era compartilhado e retribuído... Então, docemente, aproximou-se novamente daqueles lábios macios e a beijou terna, carinhosamente, como se quisesse sorver cada sensação daquele momento com medo de que nunca mais acontecesse. Ato contínuo, suas mãos começaram a percorrer o corpo de Mariana, ainda por cima da camiseta de dormir, passando depois para baixo, sentindo a pele, a barriguinha macia, aqueles seios durinhos, macios, biquinhos intumescidos e prontos para serem sugados por sua boca ávida e gulosa.
Deitou-a de barriguinha para cima e tirou-lhe a camiseta, expondo aquelas duas pêras macias e suculentas. Beijou-os e sugou-os com tesão e desejo... Como criança faminta do leite da mãe, chegando a morder-lhe e machucar os bicos duros e gostosos... Mariana gemia e demonstrava prazer em ser castigada pela boca faminta de Karen e esta revezava os bicos, ora mordendo, ora sugando com força, ora beijando e passando a língua. Sabia que a amiga estava sentindo prazer naquela dor consentida.
Conhecia as fraquezas de Mariana e agora se sentia tentada a fazê-la sentir dor para alcançar o prazer que a levaria ao gozo. Sim, ela queria ouvir os gemidos do orgasmo que buscava na amiga tão querida. Passou a explorar cada centímetro daquela pele aveludada com frescor de bebê recém saído do banho até chegar à calcinha. Mariana pediu que ela parasse, ainda não estava preparada para ser tocada ali. Mas Karen pôde sentir que sua calcinha encobria uma vulva molhada e quente. A vontade foi ignorar o pedido e enfiar a mão por dentro da calcinha, invadir a intimidade daquela amiga cheia de tesão e penetrar-lhe com os dedos para ouvir gemidos de prazer mas controlou os impulsos e achou que na hora certa poderia fazê-lo sem qualquer medo.
Ato contínuo, Karen abocanhou aqueles seios macios e arrepiados com força e muito desejo, arrancando dela gemidos de dor e prazer, como ela gosta. E como ela gosta de ser maltratada, humilhada e machucada... Adora sentir seus seios pegando fogo e vermelhos pelas mordidas e beliscões... Uma amante perfeita para Karen, que acabara de perceber que fazê-la sentir dor lhe causava prazer. É, Karen precisava confessar a si mesma de que gostava imensamente daquilo.
Mariana convidou-a para passar a noite mas não era possível, não naquele dia... Acabaram combinando para outra noite, esperando que a magia permanecesse. Karen acabara de descobrir que sentia tesão por sua melhor amiga e queria possuí-la sem qualquer medo ou bloqueio. Mariana? Bem... Ela não tinha muita escolha, nascera para servir à vontade alheia e tinha consciência de sua condição. Mas essa noite repleta de magia é assunto para outra ocasião.
Akasha De Lioncourt - 03/03/2007

De Volta ao Local do Crime - Akasha De Lioncourt


De Volta ao "Local do Crime"...
Era sábado e Mariana aguardava Karen como haviam combinado. Ambas sabiam que aquela noite seria totalmente diferente de tantas outras em que passaram juntas. Agora havia uma cumplicidade que elas não partilhavam das outras vezes... Algo inédito e delicioso, um contato muito mais profundo do que qualquer delas um dia imaginara. O combinado era que Karen dormiria na casa de Mariana para terem total liberdade, afinal, uma casa é muito mais aconchegante do que um "apertamento", que era aonde Karen apertava seus pertences. Ela costumava dizer que as paredes eram de papelão pois ouvia todas as conversas dos vizinhos. Uma casa dá mais privacidade para certas ocasiões.
Mariana arrumou toda a casa, deixou-a perfumada e limpa. Lavou todos os cômodos e o frescor se apoderou de cada um deles, apesar do calor insuportável que estava naquele sábado. Combinaram encontrar-se após as 21:00 e Karen disse que levaria o jantar. Ela passou no supermercado e comprou alguns congelados prontos para o microondas. Não queria nada muito trabalhoso para não perderem muito tempo. Estava com saudade daquele cheirinho de talco e da pele macia de Mariana. Seus pensamentos ainda estavam confusos. Será que Mariana queria fazer sexo normal com Karen ou pretendia transformá-la em uma senhora sádica? Melhor ainda, necessitaria ela ser transformada ou já era, no seu íntimo, uma sádica em potencial? E bissexual, ainda por cima! Afinal, sentira tesão por sua melhor amiga apesar de nunca ter sentido isso por outra mulher.
Entre dúvidas e desejos intensos, chegou à casa de Mariana e sentiu seu corpo reagir ao vê-la. Como tratá-la? Dar um beijo no rosto ou puxá-la para si e devorar aqueles lábios macios prontos para serem mordidos e sugados? Ai, que dúvida... acabou optando por dar um beijo no rosto e deixar as tentativas para depois, quando as luzes se apagassem. Era mais fácil, ao menos no princípio, sem luzes para inibir uma ou outra. Ao contrário de Karen, Mariana parecia tranqüila e segura do que esperava para aquela noite. Como sempre, Mariana deixou por conta da amiga aquecer o jantar e preparar tudo - ela sabia que agradava deixando-a dominar a situação – ajudou-a colocando copos e talheres à mesa e guardando as coisas no quarto, bolsa e sacola.
O combinado era almoçarem juntas também no domingo. Sentaram-se conversaram sobre vários assuntos, como era de praxe, inclusive sobre o namorado de Karen que estava viajando e os paqueras de Mariana que são loucos por ela. O jantar transcorreu animado e leve, apesar de o desejo pairar no ambiente. Terminada a refeição, elas foram para o quarto e ficaram mais à vontade para ir pra cama. Era sempre ali que ficavam, conversando, rindo, lendo, portanto não era nada além da rotina irem pro quarto e deitarem-se para conversar.
Apenas de calcinha e camiseta, ambas deitaram-se e ligaram o ventilador para abrandar o calor. Janela aberta para ventilar, optaram por apagar a luz e evitar entrada de bichinhos. Foi quando algo aconteceu que mudou o comportamento de ambas. Mariana assumiu uma postura submissa, do tipo que aceita toda e qualquer exigência de quem lhe detém o domínio. Karen puxou-a para si e abraçou-a ternamente. Começou a tocá-la com a mão, passeando por cima da camiseta de dormir e tocando-lhe os seios, a barriga, a calcinha... não resistiu e subiu por dentro da roupa e apertou-lhe os mamilos, a princípio com delicadeza para depois aumentar a força e apertar forte, no que foi incentivada pelos gemidos de Mariana, que lhe dizia: "Você é uma sádica, querida! Ver-me sofrer e sentir dor te enche de tesão, admita! Pode apertar mais, quer morder bem forte? Venha!!!"
Karen a obrigou a tirar a camiseta e abocanhou seu peito, chupando com força e provocando dores prazerosas na amiga que adorava ser subjugada. Em um dos mamilos ela cravou os dentes sem dó enquanto torcia o outro com a mão. Mariana contorcia-se e gemia, gostosamente, provocando mais tesão na amiga que agora descia com a mão até sua vulva, tocando-lhe no mais íntimo do seu ser e sentindo-a molhadinha e quente. Insana, Karen tirou-lhe a calcinha e afastou suas pernas para poder tocá-la. Mariana gritava e pedia que não o fizesse pois não iria gozar em hipótese alguma e a provocava no seu orgulho para que provasse que conseguiria dominar seus desejos.
Senhora e serva travaram um duelo delicioso: enquanto a primeira massageava o clitóris com força e preparava-se para penetrá-la com os dedos, a outra lutava para não sentir tanto desejo e provocar mais e mais a libido de sua dona, da proprietária de seus desejos e libido, aquela que controla até mesmo a intensidade com que a mesma sente tesão ou atinge o clímax. Karen penetrou-a com os dedos sem qualquer piedade e apesar de Mariana implorar para que não o fizesse. Satisfazer seu desejo em detrimento da vontade de sua amiga lhe causava um prazer indescritível e ela agora entendia o significado do sadismo que tanto repudiara e, no entanto, lhe era inerente.
A descoberta a enchera de medo e ao mesmo tempo sentia-se aliviada por ver que o vácuo que a impedia de se conhecer um pouco mais estava sendo preenchido. Era um mergulho no seu ego, uma viagem repleta de pesadelos, monstros, fadas, duendes e escuridão. Sim, escuridão!!! Karen experimentava ver o pior e o melhor de si... coisa que nem os dois anos de análise conseguiram mostrar-lhe. Era Mariana a responsável por isso. Era-lhe grata, muito grata! Um novo universo se apresentava e era necessário vivê-lo. Disposta a mergulhar em seu místico planeta ainda inexplorado, Karen realizou essa viagem ao fundo do seu ego e descobriu que mesmo as imagens cuja aparência se mostravam sombrias e escuras possuíam sua luz e eram dotadas de bem e mal. Entregou-se ao processo de auto conhecimento e decidiu vivê-lo intensamente, a começar por Mariana.
Tirou toda a roupa de sua serva e passou a comandar o prazer de ambas, como se fossem vasos comunicantes. Sugou os seios de Mariana com furor enquanto uma mão esmagava o clitóris intumescido e molhado e a outra tampava a boca de sua escrava, impedindo-a de gritar. Esta, com as mãos para cima em sinal de total submissão, contorcia-se e obrigada Karen a abrir-lhe as pernas constantemente, mesmo com a ordem expressa para que não fechasse. Em sinal de castigo, passou a lamber e sugar o clitóris forçando as pernas a ficarem abertas e penetrou-a profundamente com três dedos, ouvindo-a gemer e implorar para que parasse. Seus seios estavam já vermelhos e sensíveis devido às mordidas e beliscões, mas Karen não havia sequer começado.
Com a ajuda de echarpes, amarrou os braços e as pernas de Mariana, vendou-lhe os olhos, amordaçou-a firmemente e passou a percorrer seu corpo com mãos e língua, explorando cada pedacinho do corpo, apesar dos protestos e das lágrimas que lhe escorriam pela face. O choro convulso que se aproximava foi calado pela mordaça e os toques foram ficando cada vez mais fortes e a machucavam. Como toda escrava, acostumada ao orgasmo difícil regado a dores e torturas físicas e psicológicas, Mariana era resistente e não cedia.
Karen chegou a pensar que era sua culpa mas depois compreendeu o quanto a amiga devia sofrer por não conseguir sequer um orgasmo que não fosse envolto em uma atmosfera sadomasoquista e repleto de torturas das mais diversas intensidades. Continuou com sua tortura, dizendo coisas que faziam Mariana chorar e, apesar de não conseguir um orgasmo ao final daquela sessão, sentiu-se tranqüila e convencida de que em breve conseguiria seu intento, ela não perdia por esperar. Como recompensa, Mariana quis dar-lhe momentos inesquecíveis e então, com autorização de Karen, passou a tocar-lhe por sobre a calcinha. Sentiu que sua dona estava molhada e louca para ser tocada e recebeu ordens para retirar a calcinha, o que fez prontamente.
Sem olhar para Karen, acariciou seu clitóris intumescido com habilidade e dedicação, penetrando sua vagina e fazendo-a gemer de tesão. Foi assim que ela conseguiu fazer com que sua senhora atingisse um orgasmo delicioso, contínuo, que durou alguns minutos de inenarrável prazer. Adormeceram nos braços uma da outra, com promessas de novas e deliciosas sessões como aquela.
Akasha De Lioncourt (10/03/2007)

Ácida - By Akasha De Lioncourt

Ácida...
A dor que me corrói por dentro,
Me come como ácido corrosivo,
Não sei qual o motivo, não entendo,
Preciso gritar e não consigo.
A dor que me corrói por dentro,
Me faz escrava de uma dor invisível
Quando acordo desse pesadelo,
Vejo que ele ainda está no começo.
E me revolto contra o mau momento.
A dor que me corrói por dentro,
Não tem rima nem métrica, só sofrimento,
Me fere com ferro e fogo, é meu tormento,
E a cada golpe me marca a alma insana.
A dor que me corrói por dentro não me mata,
Apenas tortura, judia, transforma e retalha.
Traz um turbilhão de anseios e sentimentos
Cuja fusão não se encaixa, apenas atrapalha.
A dor que me dói por dentro me consome,
Minh'alma não resiste, e sucumbe,
Entregue estou à minha própria sorte,
Esperando o plácido momento de vida e morte.
A dor que me corrói por dentro... invisível...
Escreve em letras de fogo meu fim e minha sorte!
Akasha De Lioncourt - 16/03/2007

A Curra - Conto BDSM



(Contém cenas de violência - se não gosta, não leia)


A Curra



Mariana sempre fazia aquele trajeto para casa... Descia no ponto final do ônibus e precisava caminhar cerca de setecentos metros até chegar ao destino. Seus pensamentos sempre a faziam tremer naquele trecho mais escuro e um calafrio lhe percorria a espinha. Era quase meia-noite e a lua era nova, o que fazia com que tudo parecesse mais escuro do que o normal.


O que ela não sabia é que vinha sendo observada nos últimos dias. Olhos famintos e vorazes acompanhavam-na todas as noites, estudando-lhe a rotina diária. Novo na região, o observador sentia-se desesperadamente atraído pela bela morena que todos os dias passava por sua casa altas horas vestindo roupas que mais mostravam do que escondiam o belo corpo repleto de curvas.


Realmente, Mariana era uma mulher muito atraente e sensual. Com seus cento e setenta e cinco centímetros de altura, belíssimas pernas bem feitas e bronzeadas, quadris salientes, bunda grande, bem feita e arrebitada, seios fartos e durinhos apontando para as estrelas, até o mais insensível dos mortais pára na rua para olhar quando ela passa com uma saia justa acima dos joelhos e uma blusa cujo decote generoso permite que as curvas dos seios fiquem visíveis. E a boca carmesim é um convite a beijos alucinantes e repletos de devassidão, ainda mais quando ela os pinta de vermelho desenhando cada detalhe no rosto perfeito. Ela sempre fora gostosa e consciente de que deixava os homens a seus pés.


Mas nesta noite o destino lhe pregaria uma peça inesquecível. Alguém mantinha sérios propósitos em saciar sua sede de Mariana e teria que ser naquela noite... Foram dias e dias planejando cada passo, ação, gesto... Ele estudara sua vítima minuciosamente e descobrira que ela era displicente. Talvez o hábito de andar por aquele trajeto todos os dias após a faculdade a tivessem feito relaxar quanto ao perigo daquelas sombras noturnas mas o fato é que ela realmente não tinha qualquer receio de ser exposta a um perigo iminente.

Mariana continuava pela rua escura e deserta, sem notar que agora seus passos eram seguidos de perto. Cada minuto representava uma eternidade para aquele homem cego de desejo e completamente enfeitiçado pela beleza daquela jovem que lhe incendiava os sentidos. Ele não pensava nas conseqüências de seus atos, queria apenas satisfazer suas fantasias mais perversas.


Foi diante de um terreno baldio que ele criou coragem e se aproximou de Mariana por trás tapando-lhe a boca para que não gritasse. Sussurrou ao seu ouvido: ‘Fica quietinha, vadia! Se cooperar não vou te machucar mais do que o necessário e você vai acabar pedindo mais!’


Ela aquiesceu com a cabeça e então ele a amordaçou e arrastou para dentro do terreno baldio... Enlouquecido pelo tesão, ele passou a esbofeteá-la diversas vezes e a jogou no meio do mato... Seus livros e cadernos esparramaram-se por todos os lados e lágrimas saltaram-lhe dos olhos. Seu medo era tanto que ficou paralisada enquanto era vendada e amarrada com os braços para trás. Os nós eram firmes e lhe doíam os punhos, marcando profundamente. Aterrorizada, não conseguia sequer emitir um som.


Não acreditava que João, seu vizinho, a estava estuprando e violando seu corpo daquela maneira. O pior disso tudo é que ela estava gostando! A violência a excitava e sentiu-se toda molhadinha quando recebeu as primeiras bofetadas no rosto. Ser chamada de vadia a enchia de prazer e ela estava lutando para que ele não percebesse seu tesão ao viver tudo aquilo ali, em plena madrugada e há cerca de cinqüenta metros de sua casa. João puxou-a pelo braço com violência e rasgou sua camisa, expondo seus seios intumescidos cujos bicos saltavam à vista. ‘Vagabunda! Você está com tesão em ser violentada? Sua vadia, vou te arrebentar para nunca mais esquecer de mim!’ Ato contínuo passou a morder os bicos dos peitos de Mariana fazendo-a chorar de dor.


Seus dentes chegavam a rasgar aqueles bicos rosados e ela sentia que ele não pararia até sentir gosto de sangue na boca... Ele mordeu, chupou, torceu os bicos dos seios e notou que mesmo com dor ela emanava desejo e excitação por todos os poros e puxando-a pelos cabelos, expunha mais ainda os peitos que pretendia sangrar de tanto judiar. Enquanto fazia isso, cortou a saia que Mariana vestia e arrancou-lhe a calcinha violentamente, atirando-a longe para que não fosse localizada. Queria humilhar aquela mulher que passava por ele todos os dias e o encarava como se fosse um ser inanimado; pior... Só não o pisava porque ele não estava estirado no chão feito um capacho.


Seu ódio aumentava à mesma medida que seu desejo e a necessidade de vê-la implorar para não ser currada era algo que ele esperava desde o momento em que decidira agir dessa forma. Perceber que Mariana sentia prazer frustrou-lhe um pouco mas aumentou seu desejo a idéia de que ela não seria penetrada para sentir prazer mas tão somente para o prazer dele. Ele era o dono e senhor da situação e Mariana apenas uma escrava do seu prazer. Vendo-a nua e sem qualquer noção do que lhe acontecia ao redor, virou-a de bruços e fez com que ela arrebitasse a bundinha apoiando-se no chão de terra com o rosto. A posição era incômoda e ela começou a chorar pois ele empurrava seu rosto de encontro ao solo com violência.


Ao invés de levantá-la, passou a aplicar-lhe palmadas fortes que a fizeram urinar de dor. E, então, num assomo de ódio e desejo, raiva e satisfação, afundou seu membro rijo naquela bundinha virgem sem dó nem piedade em um único golpe, passando a um vai e vem frenético que não só machucava como rasgava as entranhas de Mariana. Ela não conseguia reagir na posição em que se encontrava e gritou alucinadamente, sentindo que ia desmaiar tamanha a dor de ser literalmente arrombada por aquele animal insano que agora lhe cavalgava puxando os cabelos como se fossem arreios. Sentiu um misto de pavor e desejo, diante da dor lancinante e soube que naquele momento estava ferida e sangrava mas também percebeu que o prazer que experimentava a despeito da dor era algo que jamais provara em toda a sua vida.


Sim, ela estava sendo currada violentamente por um estranho e sentia-se prestes a gozar até perder os sentidos. E foi justamente isso o que aconteceu: Mariana chegou a um orgasmo violento e desmaiou, no mesmo momento em que João gozava dentro dela jorrando todo o seu prazer bem no fundo daquela bundinha apertada. Algum tempo depois, acordou sozinha, sem saber se haviam passado horas, minutos ou apenas alguns segundos. Perdera a noção de tempo e só sabia que teria dificuldades para sentar-se por um longo período embora tenha sentido tanto tesão que chegara a agradecer intimamente ao vizinho tarado pela curra criminosa e não consensual, mas extremamente prazerosa no final.


Procurou seus pertences, vestiu as roupas rasgadas que encontrou e constatou que estava mesmo só, o covarde se evadira. Restavam-lhe apenas a sensação maravilhosa do gozo recente, as fissuras que teria que tratar e a recordação da noite mais violenta, gostosa e insana que tivera com um homem, esse desconhecido que vivia ao lado. E foi nesse devaneio que se dirigiu para casa, enfim.




Akasha De Lioncourt – 17/03/2007