quinta-feira, 24 de maio de 2007

Entrega Total


Entrega Total



(Para Louise)





Doce menina entregue à submissão,

Busca quem lhe tome as rédeas e a razão.

Escrava, aceita todas as condições,

Ainda que não compreenda de todo,

Em seu dono confia cegamente,

Coloca sua vida aos pés de seu amo.

Só ele sabe o que é melhor para ambos,

Ordens acatadas sem discussão,

Orgulhosa de sua condição,

Presta-lhe sempre sua devoção,

Nasceu para servir, servir, servir sempre,

Seu prazer é dar prazer, amor e dor.

Amor e devoção, confiança e servidão.

Fidelidade infinda, amor à coleira,

Aprendeu o valor da submissão,

Bebeu da fonte da dor e da decepção,

Trilhou caminhos pedregosos,

Feriu-se, curou-se e floresceu...

Da menina insegura que era,

Nasceu uma escrava segura e desperta.

Seu maior dom: a devoção.

Uma pérola de brilho raro,

Bela como uma manhã de sol,

Jeito de menina, desejo de mulher,

Tesão sem fim, vulcão latente,

Depois de mim, seu gozo é iminente.

Vem, minha pequena, sirva-me contente,

Entregue-se inteira, corpo, alma e mente.

Eu sei que consegue, é minha submissa,

A entrega é total, plena, e te faz viva.



Akasha De Lioncourt – 28/04/2007

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Carnaval a Dois - Akasha De Lioncourt



Carnaval a Dois...


Vou narrar uma história não muito convencional, mas, aconteceu comigo e com meu noivo. Antes de qualquer coisa, preciso dizer que nós somos um casal que se ajusta perfeitamente em todos os sentidos, e, apesar de algumas briguinhas por ciúme, de ambos, não há nada melhor do que quando estamos juntos, é como se fosse possível termos o sol e a lua no céu... o mais perfeito e maravilhoso eclipse.

Meu noivo mora em um ponto do estado e eu em outro, são quatrocentos quilômetros de distância, mas decidimos que, nesse carnaval, não iríamos querer muito agito, pois precisávamos ter um tempo só para nós dois, então resolvemos que o melhor seria irmos para um recanto sossegado, e, apesar de não conhecermos o lugar, decidimos por uma cidade mineira conhecida por ser ponto turístico e possuir água com propriedades salutares: São Lourenço. Saímos daqui, da minha cidade, aonde ele veio me encontrar para prosseguirmos a viagem. Apesar da distância, quase não sentia a lentidão das horas se arrastando, pois meu amor estava vindo ao meu encontro, e só faltava o meu corpo unir-se ao dele, pois, a alma já se adiantara há muito e estava ao seu lado.

Cheguei à rodoviária por volta das oito da manhã para espera-lo, sonolenta, pois havia dormido pouco, afinal,eu estava ansiosa, e mal abriu-se a porta do ônibus, eu o vi, já pronto para descer. Em uma das mãos, uma caixa de bombons trufados, nossos prediletos, e o restante das bolsas de viagem no bagageiro do ônibus. Meu bebezinho estava ansioso para descer, e senti seu sorriso iluminar-me a alma, como era bom estar perto dele novamente!!! Deu-me um beijo suave, e um abraço quente que me arrepiou o corpo todo, e caminhamos para pegar a bagagem e seguirmos para o carro. No estacionamento, colocou tudo no porta-malas e finalmente abriu a porta para que eu entrasse.

Ele então deu a volta e abriu a sua porta, entrou, e quando olhou-me novamente, vi o fogo que havia em seus olhos: puxou-me para si e me beijou com volúpia, quase me devorando naquele beijo tão gostoso! Ah, que delícia! Aqueles dias realmente prometiam ser maravilhosos, tamanha a saudade que nos separava. Perguntei a ele se queria tomar um banho e comer alguma coisa, e, diante da sua necessidade de refrescar-se, seguimos para meu apartamento, passando antes por uma padaria para que pudéssemos comprar pãezinhos frescos e algo para o nosso café da manhã. Chegamos ao meu condomínio, aonde eu estava morando há pouco tempo e ouvi-o dizer: "Eu imaginava totalmente diferente isso aqui". Subimos até o meu andar, mas, como isso é praxe quando nos deparamos com o desconhecido, ele então me levou pelo apartamento, que, ao contrário do que eu sempre lhe dizia, estava muito arrumado e bem bonitinho!

Não sei o porquê de tanta precaução com relação a isso. Chegamos ao meu quarto e, quando a porta abriu-se, mal consegui colocar a mala que tinha nas mãos no chão, pois o meu bebezinho adorado me apertou contra a parede, roçando seu corpo todo no meu, e novamente devorou-me num beijo maravilhoso, como se ali pudesse esgotar toda a saudade que os meses de separação nos haviam infligido com tamanho sofrimento. Senti a sua língua invadir minha boca, explorando cada milímetro dela, se enroscando com a minha, e me fazendo delirar de desejo... ah, delícia! Senti que aquele beijo me levava ao êxtase e que se não me contivesse iria explodir com aquela boca deliciosa que me deixa completamente maluca.

Senti que minha calcinha estava ficando toda molhadinha, e, se eu não ficasse calma, não iria conseguir conter toda a vontade de matar a minha saudade daquele beijo e de fazer amor com meu amor, o homem que consegue me levar ao frenesi completo com apenas um beijo. Fui me desvencilhando daquele ultimatum, e falei: amorzinho, vamos tomar um banho, quero estar toda cheirosa para você, com o corpo bem fresquinho, e então você poderá me devorar por inteiro. Ele sorriu e me deixou descansar as malas dele no quarto. Fui até as minhas malas, que também já estavam fechadas e prontas e, abrindo-as cuidadosamente, para não desfazê-las muito, tirei o que necessitava para a minha higiene, pois os cremes e demais apetrechos estavam na frasqueira, bem como todos os perfumes que ele adora.

Separei uma camiseta e um shortinho, lingerie nova, e fui para o banheiro, disposta a tomar um banho bem gostoso e ficar bem perfumada junto com o meu amor. Despi a minha roupa e comecei a abrir o chuveiro, pensando em porque ele demorava tanto para vir ao meu encontro. Delícia!! A água jorrou abundante, morna, aconchegante, e me aninhei sob o jato convidativo que me massageava o corpo. Acariciei meu corpo todo com um sabonete muito especial, lavei novamente meus cabelos e, após cerca de 15 minutos de um banho delicioso, vendo que meu amor não vinha mesmo ao meu encontro (será que desistira do banho?), acabei fechando o chuveiro e enxugando o corpo vigorosamente, vesti apenas a calcinha e o soutien, pois pretendia terminar de vestir-me no quarto.

Enrolei-me na toalha e saí do banheiro, caminhando para o quarto onde minhas roupas estavam estendidas e prontas para serem vestidas. Quando chego ao quarto, para minha agradável surpresa, encontro aquele delicioso homem, que usara do pretexto do banho para me distrair, deitado na cama, vestindo apenas uma sunga preta que não esconde nada sob o tecido, sorrindo convidativamente e esperando que eu aceite o convite. Então ele me diz: "Vem, amorzinho, eu quero você no café da manhã!" Sem titubear, começo a escalar o pequeno caminho da cama até encontrar sua boca, que, sedenta, começa a me beijar sem trégua, sugando meus lábios como se realmente fosse devorar-me. Suas mãos começam a explorar minha pele macia, cheirosa, e o meu perfume começa a surtir efeito nos seus sentidos, pois, inexplicavelmente, ele me deita na cama e começa a me lamber toda, desde o rosto até a minha barriga...Tira meu soutien e começa a me sugar os mamilos intumescidos, chupando, mordiscando, lambendo. Começo a delirar de tesão, sua boca me faz enlouquecer de tanto desejo.

Grito, tamanho o êxtase que experimento, quando começa a mamar gostoso em mim, e suas mãos percorrendo o meu corpo chegam ao meu clitóris, começando a massageá-lo bem gostoso. Ah!!! Meu corpo todo estremece como se um terremoto o sacudisse. Você vai descendo pela minha barriguinha, lambe meu umbigo, e continua nessa brincadeira, até atingir meu sexo umedecido. Começa a sugá-lo e mordiscá-lo suavemente, enquanto seus dedos começam a penetrar meu ninho quente e molhado, que há muito espera para abrigar você todinho dentro dele. Sua língua acariciando, massageando meu clitóris me leva à loucura, e não resistindo mais, gozo nos seus dedinhos que estão dentro de mim... chorando de tesão, peço que você acaricie meu botãozinho, pois quero que você me tenha por completo, todinha para você. Então, incontinenti, começo a sentir seus carinhos e percebo que está insinuando um dedinho para dentro de mim... Hum!!! Vou ao êxtase total, e então você começa a sugar meu melzinho quente e gostoso, que jorra abundantemente. Perco o controle dos meus atos e então começo a beijar você todo, empurrando-o para a cama.

Passo a beijar e sugar sua boquinha deliciosa, e começo a percorrer todo o seu corpo com a minha língua. Sugo teus mamilos, e ouço seus gemidos de excitação... Aumento a voracidade e então percebo que você está completamente possuído pelo mesmo desejo que eu... Passo a descer mais, e, afastando sua cueca, abocanho vorazmente seu membro latejante, que pulsa dentro da minha boca. Começo a te chupar com volúpia, e acaricio seu sexo com as mãos, até sentir o teu corpo convulso de tanto tesão. Engulo-te todinho e te chupo sem parar, até que, quando percebo que está a ponto de gozar, tiro a boca e passo a te lamber de leve, subindo e descendo, da glande até os testículos, colocando-as dentro da boca bem gostoso. Você chega a uivar de tesão, e me manda te engolir todo de novo, mas, não quero que você goze na minha boca, quero-o todo dentro de mim, então começo a penetrar seu membro durinho na minha grutinha quente, cavalgando gostoso no meu garanhão que está em brasas. Você enlouquece, e começo a rebolar no seu corpo, entrando e saindo, cavalgando, até que gozamos juntos, num frenesi total.

Deito-me sobre você para recuperar meu fôlego, sem tirá-lo de dentro de mim, e percebo que você continua com uma ereção enorme, então te peço para me possuir por trás, no que sou atendida prontamente. Você me coloca de quatro, e, lubrificando-se na minha grutinha encharcada do nosso gozo, começa a me penetrar no botãozinho, bem gostoso, me fazendo gritar de tanto tesão. A pele lisinha, sem pelos, facilita a penetração e você me invade toda, e começa um vai-e-vem frenético que me leva às nuvens, enquanto acaricia meu clitóris com o dedo. Não consigo mais conter e gozo novamente, junto com você, que, não satisfeito, tira o membro de dentro do meu botãozinho e me penetra mais uma vez, com ferocidade, me invadindo e me rasgando toda, até que cheguemos novamente ao gozo e, por fim, extasiados e completamente exauridos, deitamo-nos abraçadinhos e adormecemos, como se fôssemos apenas um corpo, pois a mente com certeza já é uma só.

E, depois desse frenesi todo, acho que nem preciso dizer que a nossa viagem só iria continuar bem depois, no final da tarde, após nos recuperarmos da manhã alucinante de amor que vivemos. Mas, a continuação dessa viagem é uma outra história....


Akasha De Lioncourt


(20/12/2002 - reeditado em 04/05/2006)

quarta-feira, 28 de março de 2007

Parabéns, Snow White - Akasha De Lioncourt




Snow White



Eu queria escrever um poema para você,

Que falasse do quanto estou feliz por tê-la comigo,

Mas, por mais que eu procure as palavras,

Elas me fogem, escorrem como água pelos dedos.

Talvez seja por um motivo simples:

Não há palavras para definir minha Snow White!

Dizer que você é doce e gentil é redundância,

Que é bela e suave, um adjetivo falta.

É, minha Branca de Neve dos cabelos dourados,

Aqui não existe uma bruxa malvada que te baste,

A maçã há muito já foi devorada,

E qualquer maldade que te façam será em vão...

Tens minha proteção, meu zelo, meu carinho e meu tesão

Meu amor e meu chicote, pro prazer e para a dor...

Enfim, minha Snow linda e gostosa...

Tens em mim uma dona austera e poderosa,

Mas que conhece o momento certo,

De exercitar o poder e a força...

Agora, neste exato momento,

Quero dar-te apenas muito carinho,

Aninhar-te no meu colinho,

E parabenizar-te por mais um aninho.

Feliz Aniversário, minha linda cadelinha!!!



Tua Mistress Akasha De Lioncourt - 29/03/2007

quinta-feira, 22 de março de 2007

Na Ponta da Língua


Na Ponta da Língua
Eu quero estudar
A gramática do teu corpo
Retilíneas
Curvilíneas
Depressões
Metáforas eloquentes
Misturar geografia com ortografia...
E decorar cada detalhe seu
Na ponta da minha língua

Akasha De Lioncourt - 25/10/2006

Escandalosamente Sua

Escandalosamente Sua
Assim quero ser...
Sem pudores,
Sem receios,S
em falso moralismo...
Cortesã despudorada...
Nua... descortinada...
Véus que caem,
Lingeries que se espalham,
Minha pele perfumada...
O perfume do meu tesão,
Misturam-se, incendeiam,
Explodem minha paixão...
Te espero... umida...
Lubrificada do desejo por você
Meu corpo querendo o seu...
Minha boca querendo a sua...
Meu sexo pronto pra ser seu,
Pulsando... forte... apertando-o,
Massageando sua posse,
Levando-o ao delírio
Geme junto comigo...
Possessor e possuída...
Penetração perfeita...
E me faz sua mulher...
Escandalosamente Sua!
(Akasha De Lioncourt - 01/11/2006)

Paixão... e muito tesão!



Paixão... e muito tesão!


Como se eu fosse uma jóia rara,

Me toca com a leveza de uma pluma...

Percorre cada centímetro de pele macia,

E me faz navegar por entre as brumas

Seu hálito quente me desperta,

Seu frescor me causa arrepios,

Esse perfume que emana da alma,

E me marca como um ferro em brasa.

Seus lábios nos meus seios me embriagam,

Sua língua percorrendo a minha aréola,

Me prende com teu corpo na parede...

E me roça o corpo todo em um só movimento,

Ah, que encaixe perfeito!!

Que delícia me entregar,

E permitir que você me possua por inteiro...

Sua, nua, repleta de tesão,

Muita paixão, corpo em brasa... me abraça então.

Ondula dentro de mim, me penetra inteira... assim!

Deixa eu sentir sua posse, e gozar sem medo ou recalque.

Sua, sempre... com prazer e desejo.

Fome, sede, te devoro inteiro!

Me ama, me abraça e me toma pra si,

Vem escalar o pico do meu prazer dentro de ti.

Vem...Vem...Vemmmmmmmmmmmmmmmm!!!

Gozar junto comigo, enfim...



(Akasha De Lioncourt - 14/12/2006)

Happy Hour de Prazer

Happy Hour de Prazer
Helena chega em casa mais cedo naquela sexta-feira de calor escaldante e o que mais deseja é uma bela chuveirada para recuperar as forças e revigorar as energias. Impossível suportar o calor que fazia e nem mesmo o ar condicionado conseguia abrandar por completo, fazendo seu corpo ansiar por aquele jato de água que a esperava ansiosamente. Entra no quarto e... Surpresa! Encontra Miguel, seu delicioso marido, adormecido deliciosamente nu na cama do casal. A toalha displicentemente jogava na cama, de lado, não escondia nada daquele corpo perfeito, bronzeado, que não trazia marca da sunga...
Seus olhos passearam de cima abaixo e faiscaram diante daquela visão inebriante. Mas ela precisava de um banho... Ah! Correu para o chuveiro antes que mudasse de idéia. Entrou na água e sentiu o choque térmico provocar-lhe arrepios na nuca... seu corpo estava tão quente que poderia queimar quem a tocasse naquele momento. Pensou se era apenas o calor que a atormentava ou o desejo de devorar lentamente o marido que dormia inocentemente sobre a cama... concluiu que eram ambos os motivos. Deixou que a espuma macia do sabonete líquido acariciasse seu corpo por inteiro e depois, como toque final, hidratou-se demoradamente antes de enrolar-se na toalha e seguir para o quarto.
Olhou novamente para Miguel, que aparentemente desistira do happy hour costumeiro das sextas feiras com amigos e fora para casa, talvez pelo mesmo motivo que ela própria havia decidido sair mais cedo e ir pra casa. Sentiu o cheiro agradável do perfume que havia se espalhado pelo quarto e sentou-se na espreguiçadeira ao lado da cama, para ficar observando confortavelmente o ressonar tranqüilo que ele experimentava. Inconscientemente, viu-se acariciando a própria barriga. Seus dedos deslizavam e então abriu a toalha e se permitiu ficar nua como o maridão estava. Ajeitou-se melhor, e passou a tocar seu corpo com mais intimidade, imaginando que era Miguel quem a acariciava com mãos e língua... Ah, aquela língua gostosa que a fazia enlouquecer todas as noites.
Colocou o indicador na boca e molhou-o em sua saliva, passando a acariciar os mamilos logo depois. Era a língua de Miguel a lhe percorrer a aréola do seio com delicadeza e sensualidade... A outra mão acariciava o outro seio e começava já a descer pelo abdome macio, em direção ao seu sexo umedecido pelo desejo de fazer amor. Não conseguiu conter o gemido quando seus dedos lhe tocaram o sexo que àquela altura estava molhado e intumescido, tanto quanto os seios que experimentavam as carícias da outra mão de Helena. Os olhos fechados lhe permitiam imaginar que era Miguel, seu príncipe adormecido, quem lhe proporcionava tamanho prazer e desejo.
De repente, percebe que não está mais só na árdua e deliciosa tarefa de explorar seu corpo faminto... Sente uma língua quente tocar-lhe o clitóris e massageá-lo com tesão e volúpia... Abre os olhos e vê Miguel, já desperto e cheio de desejo, apossando-se daquele vulcão prestes a entrar em erupção que era o corpo de Helena.
As mãos dele já lhe percorriam o corpo todo, chegando aos seios, enquanto a boca sugava todo o néctar doce e generoso que a esposa lhe entregava sem qualquer resistência. Os gemidos altos faziam com que ele a sugasse mais e mais, sem, contudo, permitir que a esposa atingisse o orgasmo, esse seria um momento para partilharem juntos. Sua língua começa a subir pelo abdome de Helena, até alcançar os seios, que ele suga com volúpia e tesão extremados, enquanto o dedo massageava a vulva e a mantinha molhada e pronta para ser possuída. Beija a boca molhada e entreaberta, sugando a língua, mordiscando os lábios, devorando como uma fera devassa enlouquecida pela presa.
Helena arranha suas costas e o puxa para si, num frenesi descontrolado, explorando o corpo que suas mãos conhecem tão bem e sabem exatamente como excitar para proporcionar o maior prazer possível. O contato dos corpos causa uma explosão alquímica que magia alguma poderia jamais explicar... E o desejo de fundirem-se em um só corpo é unânime entre os amantes insandecidos: não são poucas as tentativas para alcançar esse intento... A comunhão de corpo e mente, sexo e tesão, desejo e luxúria faz deles um só corpo, uma só alma, buscando o objetivo comum que é o clímax da relação. E, como vasos comunicantes, sentem o momento em que o orgasmo se torna inevitável...
Miguel olha para a esposa cheio de desejo e inicia a jornada maravilhosa de penetrá-la com seu membro rijo, pulsando fortemente, bem devagar. Ele quer sentir cada milímetro do seu falo adentrando aquela vulva apertada que lhe comprimia e massageava deliciosamente à medida que ia sendo preenchida com maestria. Ele a penetra por inteiro e começa a ondular dentro dela, devagar a principio e depois acelerando para proporcionar-lhe mais prazer a cada estocada firme e consciente. Helena geme alto e profere palavras desconexas, implorando que ele não pare e que ambos gozem juntos, o que acontece logo depois, numa explosão alucinante de gemidos, gritos e estremecimentos involuntários que sacodem os corpos de ambos sobre a espreguiçadeira.
Sem sair de dentro dela, Miguel a toma no colo e a leva para a cama, aonde, abraçados, permite-se a entrega total aos braços de Morfeu, num sono reparador e preparatório para a noite que perpetuaria aquele happy hour de prazer. Mas essa é uma outra história.
(17/12/2006 – 10:00 h)